|
|||
|
Tecnologia e Responsabilidade Sócio-Ambiental Por que é impossível que os fabricantes de lâmpadas e outros produtos, criem postos de coleta e informem a população sobre o descarte responsável de seu material? Para que isso ocorra, basta vontade. Vontade política, vontade da classe industrial e empresários, vontade do consumidor em exigir como um direito o que já deveria ser considerado obrigação do fabricante desde a concepção do produto. Um dos maiores obstáculos ao crescimento tecnológico, que atualmente tem sido pauta em diversas comunidades no mundo todo - não só entre os ambientalistas, como de costume - é reduzir a agressão ao meio ambiente e aos seres humanos. Por conta disso, tem-se criado leis e procedimentos para lidar com a tecnologia e seus resíduos, além de pesquisas para se tentar reduzir ao máximo esses impactos. O uso de materiais tóxicos, poluentes e contaminantes na composição de produtos industrializados tem sido um dos fatores preocupantes dessas discussões. Há alguns anos, por exemplo, as operadoras de celular criaram postos de coleta para as baterias usadas nos aparelhos que seriam descartadas no lixo comum, contaminando o meio ambiente e prejudicando os seres vivos. Infelizmente, muitos dos produtos que possuem materiais ou substâncias nocivas, continuam sendo descartados de forma irresponsável e sem controle, no lixo comum, seja por falta de informação da população, seja por falta de legislação específica para esses casos. Um exemplo comum é a lâmpada fluorescente. Adotadas maciçamente há alguns anos pelos brasileiros como solução para os apagões e uma opção óbvia para economia - já que consomem menos energia e duram muito mais que as tradicionais incadescentes - as fluorescentes possuem em sua composição mercúrio, que é um metal pesado altamente contaminante, e fósforo, igualmente tóxico, além de inflamável. Essas lâmpadas são comumente vistas em lixos comuns ou descartadas junto com entulhos de construção, o que além de perigoso é altamente poluente e tóxico. A Solução Brilhante
Para minimizar o impacto ambiental, a Tramppo Recicla Lâmpadas, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98% da matéria-prima utilizada na fabricação. Por meio de um sistema de vácuo associado à alta temperatura, o equipamento separa o mercúrio, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.Vale ressaltar que a reutilização do mercúrio representa uma grande economia ao país. Já existem atividades comerciais da tecnologia pelo processo conhecido como logística reversa, por meio do qual a empresa vende lâmpadas novas para o cliente a preço de custo e recolhe as usadas para reciclagem. O projeto ganhou certificado do Programa New Ventures Brasil. O objetivo do programa, iniciativa da World Resources Institute (WRI), sediada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, é fomentar o desenvolvimento mercadológico de empreendimentos sustentáveis. fontes: http://www.inovacaotecnologica.com.br, http://tecnocracia.com.br Leia Também: Reciclagem de embalagens longa vida Dicas para preservar o meio ambiente Puff de garrafas pet - Ajude a natureza, reaproveitando garrafas de plástico para fazer móveis |
|||
| Rua José Higino, 416 Tijuca CEP 20510-412
Rio de Janeiro – RJ Tel. 2105-0552 e-mail: batista@batista.br Todos os direitos reservados ©Copyright 2008 Resolve Informática |